A Arte-educação à serviço da Responsabilidade Social e Inclusão Social Efetiva promove o exercício do Protagonismo por meio do estímulo do potencial empreendedor para fomento de uma economia comunitária, solidária e auto-suficiente, firmada sob um pacto pela construção da cidadania estabelecida pelo signo da alteridade e da promoção de uma cultura de paz.

Esse pacto é representado pela logomarca = + ≠, dedicada aos jovens em privação de liberdade que participaram da gestação deste trabalho na FEBEM/quadrilátero do Tatuapé no ano de 1998.
Simboliza um movimento de Arte-Educação identificado com o lema “A ARTE VALE UMA ESCOLA” na construção permanente de um Pacto Social harmônico e criativamente diferenciado que possibilita a construção de um mundo plural, solidário e responsável, lema que é proposto pela da Rede Internacional de Artistas em Aliança.

A Arte vale uma Escola

Cada bordado um tijolo
Arte financiando a educação
Uma Escola está sendo construída
A cada bordado vendido
Arte-educação para inclusão
Obra que integra e transforma
Tecendo um bordado onde ninguém ficará às margens
A borda será o centro
Tramando uma proposta de um mundo solidário
Cada bordado um tijolo


O bordar como poesia

por Oscar D’Ambrósio*

A atividade de bordar traz numerosos significados. Muitos seguramente vão se lembrar da devotada Penélope, rainha de Ítaca, a esperar seu marido Ulisses, fiando de dia e desfiando à noite para escapar do desejo dos seus pretendentes. Outra referência são as artesãs do Brasil adentro que fazem um lírico e pouco valorizado trabalho.

Os bordados de Pedro João Cury são um gradual processo de busca de si mesmo. Naqueles mais autobiográficos, em que reflete sobre as suas atividades profissionais como educador, consegue levar imagens de um repertório variado de composições permeado de símbolos que o tocam.

O coração, o sol, a chama e os símbolos matemáticos = + ≠, estabelecidos como lema de proposta de inclusão social sem hipocrisia, compõem um pensar sobre o mundo. Três pilares o sustentam: a criatividade (fazer sempre o novo confiando na intuição e na pesquisa), os valores humanos (todos são artistas) e o empreendedorismo (a atividade plástica pode ser uma forma de ganhar o próprio sustento).

Esse universo do pensar artístico é articulado de modo a gerar um plástico mundo muito próprio, marcado por um visceral fazer acompanhado de um complexo pensar. Quanto mais autêntica cada imagem se apresenta, mais vigoroso é o resultado visual.


Visite a galeria de trabalhos do Pedro João Cury no Flickr clicando no link.


*Oscar D’Ambrosio é mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp e integra a Associação Internacional de Críticos de Arte.